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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Síndrome do Piriforme



 
O que é Síndrome do Piriforme ?
A síndrome do piriforme se refere à inflamação do nervo ciático, quando este passa pelo músculo piriforme.

O músculo piriforme, localizado na região profunda da nádega, permite a rotação externa da coxa e o nervo ciático, que sai da coluna e vai até a perna, passa dentro deste músculo.




Como ocorre?
Se o músculo piriforme estiver tenso além do normal ou apresentar espasmos, o nervo ciático poderá se inflamar.
A síndrome do músculo piriforme também pode estar associada a corridas em declives (ladeiras) realizadas com grande freqüência.

Quais os sintomas?
Dor na região profunda da nádega, em queimação e que normalmente desce até a perna. Ela pode aumentar quando a coxa é movimentada para fora, por exemplo, quando a pessoa está sentada e cruza as pernas.

Como é diagnosticada?
O médico conversará sobre dos sintomas. Uma vez que o nervo ciático começa na coluna, ele pode ficar irritado por uma lesão nesta região, como uma hérnia de disco, por exemplo.
O médico examinará as costas e verificará se o nervo ciático está irritado na região. Ele examinará também quadril e pernas e os moverá para descobrir se existe dor com tais movimentos.
Podem ser solicitados Raio-x, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética da coluna para descobrir se há alguma lesão. Não há forma de detectar por meio de raios X se o nervo está irritado na região do músculo piriforme.

Como é tratada?
O tratamento pode incluir:
• Aplicação de compressa de gelo sobre a área por 8 minutos, seguidos de uma pausa de 3 minutos. Esse ciclo deve ser repetido até completar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até
que a dor desapareça.
• Repouso.
• Medicamentos antiinflamatórios ou relaxantes musculares prescritos pelo médico.
• Fisioterapia.

Quando retornar meu esporte ou à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que
pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando o paciente:
• Possuir total alcance de movimento da perna afetada, em comparação à não afetada.
• Possuir total força da perna afetada, em comparação à não afetada.
• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Correr em linha reta a toda velocidade, sem sentir dor ou mancar.
• Não apresentar edema no joelho.
• Fizer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Correr, desenhando no chão um “8”, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Fizer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Pular com ambas as pernas e depois somente com o lado lesionado, sem sentir dor.


Como evitá-la?
A melhor maneira de evitar a síndrome do piriforme é mantendo alongados os músculos que rodam as coxas para dentro e para fora. É importante aquecer-se bem antes de iniciar qualquer esporte ou atividade.


Exercícios de reabilitação da síndrome piriformes:

*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional 

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.





1 - Alongamento Piriforme:

Deitar em decúbito dorsal com os joelhos dobrados.

Manter o pé da perna sã apoiado no chão e cruzar a perna lesionada sobre ela.

Segurar a coxa da perna sã, puxando o joelho de encontro ao peito até sentir alongar as nádegas e, possivelmente, todo o lado externo do quadril do lado lesionado. 

Manter por 30 segundos e repetir 3 vezes.




2 - Alongamento em Pé da Musculatura Isquitibial:
Começar colocando o calcanhar da perna lesionada sobre um banco de, aproximadamente, 40 cm de altura.
Inclinar o tronco para frente e flexionar o quadril até sentir um leve alongar na parte posterior da coxa.
Colocar as mãos nos pés, ou tornozelo caso não os alcance.
Manter os ombros e as costas eretos.
Manter o alongamento por 30 a 60 segundos e repetir o exercício 3 vezes.




3 - Enriste Pélvico:

Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão. 

Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão.

Manter a posição por 5 segundos e relaxar. 

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.





4 - Enrolamento Parcial:

Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão. 

Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima.

Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais.

Manter essa posição por 3 segundos.

Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes. 

Progressivamente, fazer 3 séries.

Desafie-se colocando as mãos atrás da cabeça com os cotovelos para fora.








5 - Extensão do Quadril de Bruços:
De bruços e com as costas sempre retas, contrair uma nádega contra a outra e, ao mesmo tempo, suspender a perna lesionada, uns 10 cm do solo.
Manter a perna elevada por 5 segundos e, então, abaixá-la.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

Entorses, Contusões e Luxações

O que são traumatismos músculo-esqueléticos?

São exemplos de traumatismos músculo-esqueléticos entorse, contusão, luxação, fratura e fratura na coluna vertebral.

O que significa entorse?

É uma lesão que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulação. Normalmente, ocasiona distensão dos ligamentos e da cápsula articular e, conseqüentemente, dor intensa ao redor da articulação, dificuldade de movimentação em graus variáveis e, às vezes, sangramentos internos.

O que deve ser feito após um entorse?

Deve-se aplicar frio intenso no local, com bolsa de gelo, toalhas frias etc. Massagens ou aplicações quentes devem ser feitas somente 24 horas após o incidente. É preciso, também, imobilizar a articulação atingida e não movimentá-la e, após, procurar um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados.

O que caracteriza uma contusão?

Contusão é o resultado de um forte impacto na superfície do corpo. Pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos ou em cápsulas ou ligamentos articulares. Algumas vezes, a lesão é profunda, ficando, então, difícil determinar a sua extensão.

Quais os sintomas da contusão? Como tratá-la?

Quando há contusão, a pele fica roxa, ocasionando hematoma e há dor na área de contato. Deve-se aplicar gelo no local da contusão imediatamente. Massagens ou aplicação de calor no local só podem ser realizadas após 24 horas do incidente. É preciso procurar um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado.

O que é luxação?

Luxação é o deslocamento de um osso da articulação, geralmente acompanhado de uma grave lesão de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulação. A luxação pode ser total ou parcial – os dois ossos da articulação ainda permanecem em contato.

Quais são os sinais de que há luxação?

Uma luxação provoca deformidade e movimento anormal da articulação; cavidade entre as superfícies articulares; dor intensa e sangramento intenso.

Quais são os primeiros socorros nesses casos?

Cuidadosamente, deve-se colocar os dois ossos numa posição de conforto, que permita a imobilização e o transporte com o mínimo de dor. A articulação só deve ser recolocada no lugar por profissionais da área. Não pode ser realizadas massagem ou aplicação de calor. O serviço de saúde deve ser imediatamente acionado para avaliação e tratamento adequados.

O que caracteriza uma fratura?

Entende-se por fratura o rompimento total ou parcial de qualquer osso. A fratura é classificada quanto à relação do osso como o meio externo.

Quais os tipos de fraturas existentes?

  • Fratura fechada – é assim chamada quando a pele não é rompida pelo osso quebrado.
  • Fratura aberta ou exposta – ocorre quando o osso atravessa a pele e fica exposto. A possibilidade de infecção neste tipo de fratura é muito grande e, portanto, deve ser observada com atenção.
  • Fratura completa – abrange toda a espessura do osso.
  • Fratura incompleta – engloba parte da espessura do osso.

Quais são os sintomas de fratura?

Quando há fratura, são registrados:
  • dor intensa no local, que aumenta ao menor movimento;
  • inchaço;
  • crepitação ao movimentar – o som é parecido com o amassar de um papel;
  • hematoma – rompimento de vaso, com acúmulo de sangue no local;
  • paralisia por lesão de nervos.

O que deve ser feito após uma fratura?

É importante não tentar colocar o osso no lugar. Deve-se colocar os ossos numa posição mais próxima do natural, lentamente, junto ao corpo e só movimentar o segmento do corpo fraturado após sua imobilização. Esta pode ser feita com um pedaço de madeira, cabo de vassoura, guarda-chuva, jornal enrolado ou outro material estável. Deve-se imobilizar as articulações acima e abaixo do local fraturado e evitar a limpeza de qualquer ferida. Movimentos desnecessários podem causar complicações. É necessário aplicar gelo para reduzir a inflamação e procurar um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados. IMPORTANTE: se há dúvida quanto ao osso estar ou não quebrado, deve-se agir como se realmente houvesse fratura e, então, imobilizá-lo.

O que é fratura na coluna vertebral?

A coluna vertebral é composta por vários ossos pequenos, as vértebras, que são empilhadas umas sobre as outras. Num canal interno, passam os nervos (medulas) que levam e trazem mensagens do cérebro para o restante do organismo, a fim de que se realizem todas as atividades do corpo humano como respiração e movimentação. Uma fratura da coluna vertebral pode causar lesões na medula, gerando danos irreversíveis ou não à saúde da pessoa.

Como identificar fraturas da coluna vertebral?

Quando a coluna está fraturada, há dor nas costas ou no pescoço; formigamento de parte do corpo, geralmente nas pernas; dificuldade ou impossibilidade de movimento; dificuldade de sentir alguma parte do corpo (geralmente as pernas).

Como agir diante de uma fratura vertebral?

A vítima fraturada na coluna não pode se movimentar, nem ser deve ser removida do local do acidente sem ajuda. Deve, também, ser levada a um serviço de saúde, sem movimentos bruscos. É totalmente indevido o movimento da coluna ou da cabeça.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

MÁ POSTURA AO ANDAR DE CARRO, ÔNIBUS OU MOTO PODE CAUSAR DOR NAS COSTAS


Veja como proteger a coluna ao utilizar meios de transporte. Além de evitar lesões, postura previne traumas em casos de acidente.
A dor nas costas é uma das queixas mais comuns dos brasileiros – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), por conta do estilo de vida da população, 80% das pessoas tem, teve ou terá dor nas costas em algum momento da vida. Em uma enquete entre os leitores do site do Bem Estar, esse número foi ainda maior: 95% disseram que sentem dores nas costas.

Um dos fatores que pode causar esse problema é o jeito de dirigir, andar de moto ou até mesmo de ônibus, como alertou o ortopedista e cirurgião Raphael Pratali no Bem Estar desta terça-feira (16). Segundo o médico, o impacto dentro do veículo acontece principalmente por causa das ruas esburacadas, recapeadas e irregulares. Isso porque, durante o trajeto, a vibração do carro provoca impactos repetitivos na coluna. Por causa disso, o disco que fica entre as vértebras vai se desgastando e perdendo sua capacidade de amortecimento, o que provoca a dor.

O problema pode ser ainda maior para pessoas os motociclistas, que não têm onde apoiar a coluna.

Nesse caso, é preciso uma atenção maior e a consciência de que a coluna deve ser protegida com exercícios físicos, alongamento e reeducação postural. A dica do médico é que, ao dirigir uma moto, a pessoa estique mais os braços para que as costas fiquem mais retas, perpendiculares ao banco – nunca ela deve ficar com a cabeça próxima do guidão e com as costas curvadas.

Já dentro do carro, existem algumas medidas simples que podem proteger a coluna de lesões e até mesmo evitar traumas em caso de acidentes. A dica principal é que o motorista sempre recue o bumbum até ele encostar no banco, para a coluna ficar reta. Além disso, o encosto de cabeça deve estar mais ou alto ou na mesma altura da cabeça, para que ela possa ser apoiada por completo – caso o encosto esteja muito baixo, no caso de uma batida, a cabeça pode ser arremessada para trás e o pescoço pode se chocar contra o encosto, o que pode causar fraturas cervicais e lesões da medula, aumentando o risco do motorista ou passageiro ficar tetraplégicos.

O cinto de segurança também deve ser bem colocado, apoiado no ombro e não em volta do pescoço – para evitar enforcamento e fraturas caso haja um acidente. Em relação às pernas, é importante que elas estejam a uma distância considerável dos pedais para que os joelhos permaneçam sempre dobrados, posição mais segura em caso de batidas. No caso do ônibus, o passageiro deve segurar sempre a barra na altura do ombro para evitar que o corpo fique desajustado.

No entanto, é preciso saber que os cuidados com a postura não devem ser tomados apenas no carro, moto ou ônibus, mas em todos os momentos da vida, como por exemplo, na hora de dormir. Nesse caso, o travesseiro é um grande amigo para evitar dor nas costas – a dica é que ele não seja muito fino nem muito macio para não alterar a curvatura da coluna. O ideal é que o travesseiro seja da altura entre a cabeça e o ombro para que o sono seja melhor e, dessa maneira, a coluna tenha mais tempo para “descansar”.

A pediatra Ana Escobar alertou também para o uso de calçados. O ponto positivo foi para o tênis que, segundo a médica, é o melhor sapato para a saúde da coluna por causa da sua capacidade de amortecimento.

Por outro lado, o ponto negativo vai para os sapatos com salto alto – de acordo com o ortopedista Raphael Pratali, para ser seguro, o calçado deve ter no máximo 4 centímetros de altura; caso contrário, a mulher pode sobrecarregar a coluna.

Outra dica importante é o uso de um caixote para quem faz uma atividade em pé por muito tempo, como lavar louça, passar roupa ou também cozinhar. Com o caixote, a pessoa pode apoiar um dos pés e ir alternando para prevenir dores e aumentar a capacidade que ela tem de ficar naquela mesma posição.
Fonte: G1

segunda-feira, 25 de março de 2013

Doença de Machado Joseph




O que é a Doença de Machado-Joseph?
A Doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença crônica que afeta estruturas neurológicas responsáveis principalmente pela coordenação dos movimentos e pelo equilíbrio. Tem um início sutil, em algum momento a vida adulta, e progride de forma gradual, afetando principalmente o caminhar, produzindo oscilações e desvios para os lados e, com o passar do tempo, até mesmo quedas.
A DMJ é uma doença genética. Ela é herdada de modo autossômico dominante, o que quer dizer que todo(a) doente a herdou de um de seus genitores; e que os(as) filhos(as) de um doente poderão também apresentar a condição.
Como são os seus sintomas?
O início da DMJ quase sempre se manifesta por desequilíbrio para caminhar. Isso pode acontecer nas mais variadas idades: houve pacientes que começaram a apresentar a condição aos 10 anos, e houve outros que a apresentaram aos 72 anos. Uma idade que se pode tomar como a média de início, entretanto, seria a dos 32 anos de idade.
Esse desequilíbrio é chamado pelos médicos de "ataxia", e é progressivo. Mas a ataxia não envolve somente o caminhar. Com o passar do tempo, a ataxia pode atingir também a fala, que se torna mal articulada. Em muitos  pacientes, esse vai se tornar seu principal problema: a dificuldade de comunicação. Embora intelectualmente normais, essas pessoas não conseguirão se expressar bem através da fala.
A ataxia também pode, com o tempo, atingir os movimentos finos das mãos: os doentes terão dificuldade em escrever, em usar seus utensílios, etc.
Um outro grupo de sintomas importantes são as manifestações oculares. Entre essas manifestações, poderá haver dificuldade de o movimento dos dois olhos ser bem coordenado. Com isso, os dois olhos não fixarão exatamente a mesma imagem cada um. Cada olho poderá fixar pontos diferentes no seu campo de visão. É isso que provoca mais uma dificuldade importante: a visão dupla. A visão dupla é mais aparente quando o paciente olha para longe. Ela é facilmente corrigida se o paciente fechar um dos olhos.
Outros sintomas também podem aparecer, e são às vezes mais perceptíveis para o médico do que para o doente, pois não provocam muita limitação. Em alguns doentes, poderá aparecer uma rigidez que torna os movimentos mais lentos e difíceis de serem executados. Em outros doentes, poderão aparecer uma redução da massa muscular e algum formigamento nos pés.
A DMJ NÃO CAUSA deterioração mental: os pacientes mantêm-se lúcidos, inteligentes e com a memória normal. Entretanto, como se trata de uma condição muito limitante, muitos sofrerão de depressão e de isolamento social. Por isso, podem ser comuns as dificuldades de conciliar o sono, a tristeza e alguma irritabilidade.
Como ela é herdada?
A DMJ é uma doença de herança autossômica dominante. Isso quer dizer que ela é uma "doença vertical", que aparece em todas as gerações de uma família, até onde as pessoas podem se recordar. O diagrama a seguir apresenta uma possível árvore genealógica de uma família com essa doença. Os quadrados simbolizam homens, as bolas simbolizam mulheres. As bolas ou quadrados escuros simbolizam os doentes e as brancas, os sadios. Cada linha horizontal é uma geração. As linhas verticais unem os pais e seus filhos. Imaginem então que esses desenhos simbolizam avós, pais, filhos e netos:
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Pode-se perceber que existem filhos de doentes que não herdam a doença (como o irmão da avó, na figura), enquanto outros a herdam. Como isso acontece?
Todos nós herdamos dois genes para cada função corporal. Um gene nós herdamos da mãe e o outro gene, nós herdamos do pai.
O gene que, quando alterado, provoca a doença de Machado-Joseph, é chamado de MJD1. Como nós herdamos dois genes, todos nós temos duas cópias do gene MJD1 - tanto as pessoas sadias, como as doentes. Entretanto, para que nós não tenhamos a doença, as duas cópias do gene MJD1 (tanto a herdada do pai, como a herdada da mãe) devem ser normais. Se uma estiver alterada, mais cedo ou mais tarde ela vai provocar o início da doença. Então, vejamos agora como fica a herança da mesma família mostrada acima, agora com a anotação dos genes de cada pessoa. O gene MJD1 normal, nós vamos chamar de "N"; o gene alterado, nós vamos chamar de "A". Você pode notar que todo mundo, nessa família, vai ter dois genes anotados embaixo de si.
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Agora podemos compreender porque um filho de uma pessoa afetada pode não herdar a doença. Observe o irmão da avó: ele não é doente, porque seus dois genes são N. Ele herdou um gene normal de sua mãe sadia (a bisavó da família) e, por sorte, herdou também um gene normal de seu pai doente (o bisavô da família).
Isso acontece porque as pessoas doentes têm dois genes: um gene será alterado (A) e outro gene será quase sempre normal (N). As pessoas doentes transmitem apenas um desses dois genes para cada um de seus(suas) filhos(as). Qualquer um dos dois genes pode ser transmitido. Isso quer dizer que um(a) filho(a) poderá tanto receber o gene N - e nunca apresentar a doença, nem a transmitir para os seus futuros filhos - como poderá receber o gene A, com as mesmas chances. É por isso que os médicos dizem que o risco de um(a) filho(a) herdar a doença de seu pai ou sua mãe doente é de 50%.
Esse tipo de herança é chamado de herança autossômica dominante. Ela é característica da DMJ, bem como de uma série de outras ataxias semelhantes, porém causadas por outros genes. Como o início da doença acontece, em geral, depois da idade reprodutiva, a maioria das pessoas portadoras da DMJ acaba tendo filhos antes de saber que terá a doença.
Como se diagnostica a DMJ?
Foi somente em 1994 que se descobriu qual era exatamente o gene responsável pela doença. Esse gene - o MJD1 do qual já falamos - está localizado dentro do cromossomo 14. A sua função ainda permanece desconhecida. Apesar de não sabermos exatamente para quê esse gene serve, sabemos que ele apresenta uma seqüência repetitiva de moléculas que varia de tamanho. Essas moléculas que se repetem são representadas pelas letras CAG. Uma seqüência CAG, no código genético, codifica o aminoácido glutamina. Os genes normais (N) contêm entre 12 e 37 repetições da seqüência CAG. Os genes alterados (A) contêm mais de 56 repetições CAG.
Essa descoberta tornou possível a realização de um exame molecular, a partir de uma coleta de sangue do paciente. Esse exame "mede" o tamanho das seqüências CAG dos dois genes de cada pessoa. Se uma das seqüências for maior de 56 repetições, então o exame laboratorial identifica a presença de uma mutação. Nós já sabemos que basta um gene alterado - uma mutação - para causar a doença.
A técnica básica desse exame é denominada de PCR (do inglês "polymerase chain reaction"), seguida do acréscimo de uma sonda de DNA que marca as CAGs. O material genético depois passa por uma eletroforese, o que separa os pedaços de DNA de acordo com seu tamanho. Isso possibilita identificar pedaços pequenos (com poucas CAGs - os que se encontram nos genes normais) e pedaços grandes (com muitas CAGs - os que se encontram nos genes mutantes ou alterados).
O que causa a DMJ?
Se você leu a seção acima, pode compreender o que sabemos sobre a causa da DMJ. Se toda a pessoa doente tem um gene com uma seqüência CAG grande, maior do que 56 repetições, então é isso que causa a doença.
Mas não sabemos ainda exatamente porque isso causa a doença.
O que sabemos é que a seqüência CAG do gene produz, por sua vez, uma proteína na qual haverá repetidos aminoácidos glutamina. Se os genes de uma pessoa contêm, por exemplo, cada um, 15 e 70 repetições CAG, isso quer dizer que uma parte das proteínas por eles produzida terá 15 glutaminas, e outra parte terá 70 glutaminas. Sabemos que, quando uma proteína contém mais de 40 glutaminas, essa proteína não é mais digerida dentro da célula, e passa a se acumular dentro das estruturas celulares. Essa é provavelmente a causa da doença. Nossos neurônios não foram feitos para acumular essas "poliglutaminas". É possível que o seu acúmulo provoque a disfunção dos neurônios e, mesmo, sua morte.
As poliglutaminas expandidas que se depositam no neurônio
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O que sabemos da origem histórica da DMJ?
A DMJ foi primeiro descrita em 1972 por dois grupos de investigadores norte-americanos. A primeira família descrita descendia de William Machado, um habitante da ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores. A segunda família também descendia de açorianos provenientes dessa mesma ilha. Essas duas famílias norte-americanas moravam, na ocasião, na costa leste dos Estados Unidos. Em 1976, uma terceira família foi identificada, dessa vez na costa oeste daquele país. Essa família também era de origem açoriana (porém da ilha de Flores) e se chamava "Joseph". A partir desse ano, a comunidade de investigadores clínicos concluiu que as três famílias deveriam ter a mesma doença, que passou a ser chamada com o nome das primeiras famílias reconhecidas: "Machado-Joseph".
Como se reconheceu que em todas havia uma ancestralidade açoriana, um grupo de investigadores partiu para aquelas ilhas. Reconheceu-se, então, que entre os açorianos essa doença era muito mais freqüente do que se esperava.
Hoje em dia, sabemos há doentes com DMJ nas mais variadas populações: entre portugueses, franceses, alemães, norte americanos, negros norte e sul-americanos, entre japoneses, chineses, indianos e até mesmo entre aborígenes australianos. Existem evidências de que muitos desses doentes tenham herdado essa condição de longínquos antepassados portugueses. Você deve se lembrar de como os portugueses eram importantes e dominavam o comércio marítimo há 400-500 anos atrás. Supõe-se que foi justamente através das navegações daquela época, que a DMJ se difundiu.
No Rio Grande do Sul, a história foi mais ou menos semelhante. Nosso Estado praticamente não tinha população até a vinda dos açorianos, a partir de 1750. Com essa imigração, nossa população surgiu e se estabeleceu. É bem possível que alguns dos imigrantes daquela época fossem portadores do gene alterado, e que o tenham transmitido aos seus descendentes até as gerações atuais. Sabemos, por exames moleculares, que os doentes gaúchos herdaram o gene que se originou da ilha de Flores, no arquipélago açoriano.
O que se pode fazer para melhorar seus sintomas?
Embora não exista um tratamento que interrompa o curso da doença, ou que previna a doença entre as pessoas ainda sem sintomas, muitos cuidados podem ser tomados para melhorar a qualidade de vida dos doentes.
Os principais cuidados são a fisioterapia motora e a fonoaudiologia. Ambas auxiliam na preservação das funções motoras. Ensinam aos pacientes como lidar com situações tais como o engasgo e a marcha desequilibrada.
Eventualmente, pode ser necessário o uso de um medicamento para diminuir algum sintoma. Esse parece ser o caso quando o paciente apresenta muita rigidez. Alguns remédios diminuem a rigidez, mas seu uso deve ser bem ponderado, pois efeitos colaterais podem aparecer. O especialista habilitado na sua prescrição é o neurologista.
Em outros casos, mais comuns, o uso de uma medicação anti-depressiva está indicado e pode trazer grande alívio dos sintomas. Já comentamos que a DMJ traz muita incapacitação funcional: o doente deixa paulatinamente de caminhar, de se comunicar e de realizar suas tarefas. Isso traz um enorme sentimento de perda e de tristeza. Esse sentimento - essa depressão - pode, por sua vez, vir a piorar os sintomas motores, produzindo ainda mais limitação. Por isso, é possível que, em muitos casos, o uso judicioso de um anti-depressivo melhore a qualidade de vida do doente e mesmo de sua família.
O que se pode fazer para ajudar as pessoas que estão em risco de herdarem a DMJ?
As pessoas de uma família que tem o diagnóstico de DMJ, podem querer fazer o teste para saber se herdaram a doença antes mesmo de manifestarem os sintomas. Este teste, realizado em pessoas assintomáticas é chamado de "Teste Preditivo para a DMJ".
Este teste é freqüentemente solicitado pelos interessados, para auxiliar suas decisões relacionadas aos seus planos futuros no que diz respeito à família, ao trabalho, etc. Outras pessoas fazem o teste apenas por "necessitar saber".
Os laboratórios costumam realizar esse teste nos indivíduos que tenham 50% de risco de virem a apresentar a condição. É o caso do segundo filho (da última linha) apresentado na Figura 2. Ele é sadio e jovem, e não se sabe ainda se herdou ou não a mutação de sua mãe.
O Teste Preditivo para DMJ compreende uma pré-avaliação onde serão revisados os motivos que levam à decisão de realizá-lo, e o possível impacto de um resultado positivo ou negativo. Este teste é confidencial e sigiloso. O seu resultado somente é dado para o indivíduo que o realizou. Não fica no arquivo hospitalar dessa pessoa.
Como não se conhece ainda uma cura ou um tratamento preventivo para a DMJ, é importante que se compreenda que esse teste preditivo não trará conseqüências "médicas" - quer dizer, medicações ou outros tratamentos.
Uma vez que a motivação para se realizar esse teste é de foro íntimo e individual, e que ao mesmo tempo não há um tratamento disponível, esse teste preditivo não deve ser realizado em crianças e adolescentes.
Onde você pode encontrar mais informações e cuidados?
1) Você pode procurar atendimento no nosso ambulatório, ou seja, no:
Programa de Doenças Neurogenéticas
Ambulatório de Ataxias
Serviço de Genética Médica
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua Ramiro Barcelos, 2350
90.035-903 Porto Alegre Brasil
Fones (51) 33168309 e 33168423
Fax (51) 33168010
2) Há inúmeras páginas da Internet nas quais você pode obter mais informações. Abaixo, nos listamos os mais conhecidos:
a) Associação Lusa: www.lusaweb.com/
b) Universidade do Porto: webhome.idirect.com/~albri/
c) National Institute of Neurological Disorders and Stroke, Maryland, EUA: www.ninds.nih.gov
d) International Joseph Disease Foundation, California, EUA: www.ijdf.net
e) National Organization for Rare Disorders (NORD): www.rarediseases.org
f)  National Ataxia Foundation, do Minessota, EUA: www.ataxia.org
g) International Network of Ataxia Friends (INTERNAF): www.wemove.org

SCA3 - Doença Machado-Joseph (extraído de "Living With Ataxia")
A ataxia ou doença de Machado-Joseph (MJD), também conhecida como SCA3 - ataxia espinocerebelar tipo 3, é uma forma de ataxia hereditária autossômica dominante (cromossomo 14). O nome Machado-Joseph provém dos nomes das duas primeiras famílias descritas com esta condição, em 1972. Ambas as famílias eram originárias das ilhas portuguesas de Açores. Inicialmente pensou tratar-se de uma enfermidade muito rara somente encontrada em certos grupos étnicos isolados, mas a pesquisa genética revelou que a SCA3 é de fato mais comum do que a SCA1. O gene responsável pela SCA3 foi identificado por uma equipe de pesquisadores do Japão, em 1993. Assim como a SCA1, um teste genético pode diagnosticar com precisão a presença ou a ausência do gene alterado que causa SCA3.
Os sintomas podem ser mais amplos do que os da SCA1. Como na SCA1, a enfermidade normalmente começa na idade adulta e progride através dos anos. Já foram constatados casos com início na adolescência e outros até com a idade de 70 anos. Como em todas as formas de ataxia, o primeiro sintoma geralmente é a falta de equilíbrio, seguido depois pela falta de coordenação nas mãos e dificuldades na fala. Alguns indivíduos notam visão dupla. Para o médico, a limitação de movimentos dos olhos, movimentos oculares anormalmente lentos ou o olhar fixo pode ser um sinal de que se trata de SCA3.
Com a evolução, sintomas neurológicos adicionais como espasticidade, rigidez, perda de volume e força muscular e lentidão de movimentos são comuns. Embora ainda não exista tratamento para essa enfermidade, sintomas como fadiga, depressão, distúrbios do sono, dores e tremores, presentes em alguns indivíduos afetados, podem melhorar com medicação adequada.


Texto retirado na integra do site 
http://www.abahe.org.br 

Fascite Plantar


Fascite Plantar


A fascite plantar é causada quando algo provoca uma inflamação na fáscia plantar. Este tecido tendinoso tem a finalidade de ajudar na sustentação. Portanto, a causa desta enfermidade pode ser, por exemplo, o uso constante de sapatos com salto alto, o excesso de peso, o aumento do tempo caminhando ou subindo e descendo escadas, entre outras coisas.

São muitas as situações que poderiam levar a tal quadro. Pessoas que possuem o hábito de correr tendem a desenvolver a fascite plantar quando aumentam a distância percorrida ou dão mais força aos treinos. Sapatos gastos são potencializadores desta condição. Indivíduos que possuem o arco do pé muito diferente do fisiológico têm mais disposição para a fascite plantar.

Sintomas

Os sintomas da fascite plantar surgem lentamente e não possuem relação com quedas ou com torções. Dependendo do organismo e da situação eles podem se apresentar mais ou menos intensamente. Na maioria dos casos a dor mais sentida é a que acomete o calcanhar quando se anda ou quando se fica em pé. Normalmente ela começa quando, a pessoa sentada, apoia completamente os pés no chão e levanta.

Em posição de repouso a fáscia plantar relaxa. Ao colocarmos os pés no chão e ao darmos os primeiros passos, ela alonga. Muitas vezes a dor melhora com a movimentação. Esta é, entretanto, crônica e diária. Pode haver inflamação local e a dor costuma ser pior pela manhã ou depois de estar por um período muito grande sentado.

Fascite plantar é uma condição comum rotineira na comunidade e é amplamente tratada conservadoramente. Os possíveis tratamentos que podem ser realizados para fascite plantar do pé são Fisioterapia e injeções de corticosteróides. Embora comum na prática clínica, a base de evidências subjacente a estas estratégias de tratamento é desconhecida.

Com a Fisioterapia, o paciente pode observar uma grande melhora da dor. O profissional poderá fazer alguns exercícios proprioceptivos, laser para reduzir a inflamação local, treino de marcha transferindo o peso para a região lateral do pé, Fortalecimento de tibial anterior reduzindo a pronação, fortalecimento da musculatura intrínseca do pé, órteses, terapia manual na fáscia e estudo de um calçado apropriado com suporte do arco plantar e calcanhar acolchoado.

Dicas para fazer em casa:

A principal medida para o tratamento de uma fascite plantar é manter os pés em descanso até a cura. Com o pé descansado o inchaço diminui, evitando que a situação piore. Quando a dor diminuir é indicado realizar alguns movimentos normais de forma lenta.

• Colocar gelo na região dolorida, pelo menos duas vezes ao dia e durante 10-15 minutos. É recomendável aumentar a freqüência nos dois primeiros dias. O gelo provoca a contração dos vasos sanguíneos, também ajudando na inflamação.
• Descansar ao máximo durante uma semana;
• Use palmilhas ortopédicas ou bandagens na área do tornozelo;
• Use splints noturnos para alongar a recuperar a fáscia lesionada;
• Use calçados de ajuste adequado.

sábado, 23 de março de 2013


Aos homens, prestem atenção nessa dica. Vale ouro e pode ser feita por qualquer um.

Essa imagem estava circulando pelo Facebook e nos foi compartilhada através dos Fisioterapeutas Rute Lane (ITC Vertebral Vitória), Alex (ITC Vertebral - Campo Belo, Perdizes e Tatuapé) e Dayse (ITC Vertebral São José dos Campos).